Bem, faz muito tempo que não atualizo este blog. Não por falta de tempo, mas de empenho. A preguiça está no top 10 da minha lista de defeitos, acompanhada lado a lado de minha irritante tendência em compartilhar histórias da distante Júlio de Castilhos.
Como poucos sabem, estou morando na cidade de Caxias do Sul, rico pólo industrial gaúcho, uma cidade cheia de oportunidades, ou seja, um monte de blá blá blás que os gringos donos de indústrias inventam para atrair mão de obra barata.
A cidade até que é boa, grande e tal, cheia de opções de entretenimento, mas com um detalhe, tudo é muito caro. Mas não era sobre isso que queria escrever. O que quero compartilhar são as boas vindas que recebi no meu primeiro dia de Caxias do Sul.
Depois de acertar tudo na chegada em Caxias, apartamento, instalações na nova residência: chuveiro, cozinha, suportes para lâmpadas (sim, até isso tive que comprar) e um monte de etecétera que o homem moderno tem que fazer para evitar a extorsão dos “profissionais”, resolvi dar uma volta de carro pela cidade, para me ambientar aos novos ares.
Na saída do condomínio, dirigindo a 20 Km/h, reparei a minha direita que uma vizinha gente boníssima de cabelos “dourados”, saía de carro da garagem. Como eu já estava no meio do caminho, inocentemente imaginei que a jumenta, digo, que minha vizinha-gente-boníssima-de-cabelos-dourados perceberia um carro cruzando em sua frente. Lógico, não? Não! A mulher avançou com uma fúria digna de um Chuck Norris e colidiu com o meu pobre carrinho de pobre.
Desci do carro e fui conversar gentilmente com a motorista para que pudéssemos esclarecer o ocorrido e garantir uma convivência harmoniosa entre vizinhos. Na inocência, enganei-me novamente. A mulher só faltou me surrar. Já chegou esbravejando, dizendo-me culpado por não cuidar a garagem! Tá certo que o Código de Trânsito mudou “recentemente”, mas ao que parece preferencial é ainda preferencial em qualquer lugar do Brasil e do mundo.
Enquanto aquela gentil e educada senhora esbravejava, eu buscava no recôndito de meu cérebro algum argumento para não lhe quebrar a cara. Dei uma olhada de canto para o meu carro e reparei que tudo estava em ordem, nenhum risco ou amassado. Fiquei mais tranqüilo e voltei para casa, agradecendo às Boas-vindas Serranas que acabara de receber.
Moral da história: quando passar por um Clio, conduzido por uma vizinha-gente-boníssima-de-cabelos-dourados mantenha uma distância segura, pois ela segue uma Legislação de Trânsito diferente dos outros 190 milhões de brasileiros.
segunda-feira, 22 de março de 2010
Assinar:
Comentários (Atom)