Meu blog não tem lá muitos acessos e nem as coisas que publico neste canal têm lá alguma repercussão. Por isso, decidi testar minhas habilidades literárias em outros meios. O escolhido de ontem foi o mural do meu condomínio. E hoje a história que vou compartilhar é sobre essa idéia infame que eu tive.
Bem, vamos ao começo: após receber três notificações de condomínio, por conduta incompatível com o local em que resido, decidi expor minha insatisfação em um pequeno texto. Assim que reuni toda minha indignação naquelas linhas, decidi publicá-las no mural do meu prédio.
Eis que o negócio bombou!
Ao chegar ao condomínio na tarde de hoje percebi que alguns vizinhos também resolveram publicar textos em resposta ao meu pequeno desabafo: bilhetes carinhosos, poemas e também uma carta de duas páginas (escrita pela síndica Dona Álvara) estavam afixados ao lado de minha singela cartinha.
Acho que descobri um excelente canal para divulgar minhas ideias. Nunca havia recebido tanto reconhecimento por um texto! Tomara que o Seu Ladir não fique com raiva de mim.
Segue abaixo o teor de minha humilde e singela cartinha:
“A alegria alheia incomoda
Hoje, dia 15 de abril, minha esposa teve que se deslocar até a agência dos Correios para buscar algumas correspondências que tentaram nos entregar, mas pelo fato de trabalharmos durante todo o dia não havíamos conseguido resgatá-las.
Ela saiu do trabalho no meio da tarde para buscar tais correspondências, pois imaginávamos se tratar de algo importante, um caso de urgência. Não, estávamos completamente enganados! O que tínhamos de buscar eram três advertências de condomínio!
Dentre as três reclamações, a que mais nos surpreendeu foi a da impossibilidade de se fazer “reuniões” nos apartamentos. Não sei como poderíamos ter incomodado, já que estávamos em apenas quatro pessoas e sem música alguma.
Aprendi desde cedo que o diálogo é a melhor forma de se resolver problemas. Se a pessoa ou pessoas que se sentiram incomodadas com nossa reunião, poderiam ter nos procurado naquela mesma noite e pedido que fizéssemos menos barulho. Certamente fecharíamos as janelas do apartamento e conversaríamos mais baixo para atender ao apelo dos vizinhos.
As outras duas reclamações foram contra o estacionamento em frente ao nosso bloco e em relação a passear com nosso cachorro nas áreas comuns do condomínio.
Quanto ao estacionamento do veículo, já havíamos conversado, antes mesmo de termos ciência dessa notificação, com a síndica do nosso bloco que havia nos solicitado estacionar em outro lugar, fato que foi atendido prontamente.
Em relação ao cachorro, não sei como um Poodle Micro Toy (cachorro com menos de três quilos) pode causar tanto estresse. É de fácil percepção a quantidade de fezes que encontramos no condomínio, mas afirmamos que sempre que passeamos com nosso cachorro carregamos sacola plástica com o objetivo de manter o local sempre limpo. Imaginávamos que a pessoa que nos “inspeciona” também houvesse percebido isso.
É triste, e ao mesmo tempo irritante, perceber como as pessoas insistem em procurar maneiras de tentar ofuscar a alegria alheia. É de se imaginar que a vida de quem se presta a esse tipo de atitudes não possui atrativo algum. Estou errado! Há sim um atrativo na vida dessas pessoas: a trama da novela das 8, da Rede Globo.
Deixo para aqueles que leram até agora esse desabafo, um verso da música Erva Venenosa, de Rita Lee: “A alegria alheia incomoda”. Essa sim é a mais pura verdade.”
Deixa eu voltar pra casa hoje. Vou lacrar Rita Lee no ouvido deles.
sexta-feira, 16 de abril de 2010
terça-feira, 13 de abril de 2010
Uma vida distante
Nas distantes cidades em que morei há um mar de amigos que não mais encontrei. Muitos ganharam o mundo, o país; outros sumiram como se nunca houvessem existido.
Nas distantes cidades em que vivi, amigos e lembranças se tornaram distância. As promessas de reencontros se dissiparam com a pressa do tempo. Sou a legião que se perdeu entre os passos lentos do passado e a insistente pressa do presente.
Nas distantes cidades em que residi, ficou um pouco da vida que perdi. Nas distantes lembranças que se perderam deixei um pouco do sorriso que esqueci. As distantes lembranças tornaram-se consoladoras demais para serem esquecidas.
As evoluções em transporte e comunicação fizeram do mundo um lugar pequeno, imenso demais para reencontros e coincidências.
Nas distantes cidades em que vivi, amigos e lembranças se tornaram distância. As promessas de reencontros se dissiparam com a pressa do tempo. Sou a legião que se perdeu entre os passos lentos do passado e a insistente pressa do presente.
Nas distantes cidades em que residi, ficou um pouco da vida que perdi. Nas distantes lembranças que se perderam deixei um pouco do sorriso que esqueci. As distantes lembranças tornaram-se consoladoras demais para serem esquecidas.
As evoluções em transporte e comunicação fizeram do mundo um lugar pequeno, imenso demais para reencontros e coincidências.
segunda-feira, 22 de março de 2010
As Boas-vindas Serranas!
Bem, faz muito tempo que não atualizo este blog. Não por falta de tempo, mas de empenho. A preguiça está no top 10 da minha lista de defeitos, acompanhada lado a lado de minha irritante tendência em compartilhar histórias da distante Júlio de Castilhos.
Como poucos sabem, estou morando na cidade de Caxias do Sul, rico pólo industrial gaúcho, uma cidade cheia de oportunidades, ou seja, um monte de blá blá blás que os gringos donos de indústrias inventam para atrair mão de obra barata.
A cidade até que é boa, grande e tal, cheia de opções de entretenimento, mas com um detalhe, tudo é muito caro. Mas não era sobre isso que queria escrever. O que quero compartilhar são as boas vindas que recebi no meu primeiro dia de Caxias do Sul.
Depois de acertar tudo na chegada em Caxias, apartamento, instalações na nova residência: chuveiro, cozinha, suportes para lâmpadas (sim, até isso tive que comprar) e um monte de etecétera que o homem moderno tem que fazer para evitar a extorsão dos “profissionais”, resolvi dar uma volta de carro pela cidade, para me ambientar aos novos ares.
Na saída do condomínio, dirigindo a 20 Km/h, reparei a minha direita que uma vizinha gente boníssima de cabelos “dourados”, saía de carro da garagem. Como eu já estava no meio do caminho, inocentemente imaginei que a jumenta, digo, que minha vizinha-gente-boníssima-de-cabelos-dourados perceberia um carro cruzando em sua frente. Lógico, não? Não! A mulher avançou com uma fúria digna de um Chuck Norris e colidiu com o meu pobre carrinho de pobre.
Desci do carro e fui conversar gentilmente com a motorista para que pudéssemos esclarecer o ocorrido e garantir uma convivência harmoniosa entre vizinhos. Na inocência, enganei-me novamente. A mulher só faltou me surrar. Já chegou esbravejando, dizendo-me culpado por não cuidar a garagem! Tá certo que o Código de Trânsito mudou “recentemente”, mas ao que parece preferencial é ainda preferencial em qualquer lugar do Brasil e do mundo.
Enquanto aquela gentil e educada senhora esbravejava, eu buscava no recôndito de meu cérebro algum argumento para não lhe quebrar a cara. Dei uma olhada de canto para o meu carro e reparei que tudo estava em ordem, nenhum risco ou amassado. Fiquei mais tranqüilo e voltei para casa, agradecendo às Boas-vindas Serranas que acabara de receber.
Moral da história: quando passar por um Clio, conduzido por uma vizinha-gente-boníssima-de-cabelos-dourados mantenha uma distância segura, pois ela segue uma Legislação de Trânsito diferente dos outros 190 milhões de brasileiros.
Como poucos sabem, estou morando na cidade de Caxias do Sul, rico pólo industrial gaúcho, uma cidade cheia de oportunidades, ou seja, um monte de blá blá blás que os gringos donos de indústrias inventam para atrair mão de obra barata.
A cidade até que é boa, grande e tal, cheia de opções de entretenimento, mas com um detalhe, tudo é muito caro. Mas não era sobre isso que queria escrever. O que quero compartilhar são as boas vindas que recebi no meu primeiro dia de Caxias do Sul.
Depois de acertar tudo na chegada em Caxias, apartamento, instalações na nova residência: chuveiro, cozinha, suportes para lâmpadas (sim, até isso tive que comprar) e um monte de etecétera que o homem moderno tem que fazer para evitar a extorsão dos “profissionais”, resolvi dar uma volta de carro pela cidade, para me ambientar aos novos ares.
Na saída do condomínio, dirigindo a 20 Km/h, reparei a minha direita que uma vizinha gente boníssima de cabelos “dourados”, saía de carro da garagem. Como eu já estava no meio do caminho, inocentemente imaginei que a jumenta, digo, que minha vizinha-gente-boníssima-de-cabelos-dourados perceberia um carro cruzando em sua frente. Lógico, não? Não! A mulher avançou com uma fúria digna de um Chuck Norris e colidiu com o meu pobre carrinho de pobre.
Desci do carro e fui conversar gentilmente com a motorista para que pudéssemos esclarecer o ocorrido e garantir uma convivência harmoniosa entre vizinhos. Na inocência, enganei-me novamente. A mulher só faltou me surrar. Já chegou esbravejando, dizendo-me culpado por não cuidar a garagem! Tá certo que o Código de Trânsito mudou “recentemente”, mas ao que parece preferencial é ainda preferencial em qualquer lugar do Brasil e do mundo.
Enquanto aquela gentil e educada senhora esbravejava, eu buscava no recôndito de meu cérebro algum argumento para não lhe quebrar a cara. Dei uma olhada de canto para o meu carro e reparei que tudo estava em ordem, nenhum risco ou amassado. Fiquei mais tranqüilo e voltei para casa, agradecendo às Boas-vindas Serranas que acabara de receber.
Moral da história: quando passar por um Clio, conduzido por uma vizinha-gente-boníssima-de-cabelos-dourados mantenha uma distância segura, pois ela segue uma Legislação de Trânsito diferente dos outros 190 milhões de brasileiros.
segunda-feira, 13 de abril de 2009
Quatro versos para o Bairro Tristeza
O bairro é, hoje mais do que nunca, Tristeza.
Depois de muitos desentendimentos, brigas e até mesmo agressões.
Mãe e filho findam suas discussões...
A morte, enfim, foi posta à mesa.
Mãe mata filho com dois tiros em Porto Alegre. Leia a reportagem em Zero Hora.com
Depois de muitos desentendimentos, brigas e até mesmo agressões.
Mãe e filho findam suas discussões...
A morte, enfim, foi posta à mesa.
Mãe mata filho com dois tiros em Porto Alegre. Leia a reportagem em Zero Hora.com
segunda-feira, 30 de março de 2009
O sonho da carteira assinada!
Depois de cumprir um ano de estágio, contando moedinhas para sobreviver, chegou a hora de colher os frutos do trabalho realizado. É tempo de viver a concretização de um sonho! O pesadelo da carteira assinada!
Sim, já que somando todos os descontos inventados por nossos ilustríssimos governantes, o que me sobra de salário (se é que isso pode ser chamado de salário) é uma quantia inferior à que recebia como estagiário.
Quando trabalhava como estagiário recebia 512 pila, mais 50 passagens e almoço "di grátis". Poderíamos somar isso tudo e chegaríamos a uns 700 pila. Hoje recebo 600 reais, trabalho muito mais, todos os dias e não recebo passagens, muito menos almoço.
E o que é pior, hoje possuo superior completo e ganho menos que um gari da prefeitura (não estou desmerecendo a profissão dos garis)! O que esses quatro anos de faculdade me trouxeram de banefício? Não posso dizer que me trouxeram nada, já que ao menos tenho direito à cela especial na cadeia. Grande consolo, porque com esse salário só mesmo roubando para sobreviver.
Moral da história: não há nada que esteja ruim que não possa piorar!
Conte isso a seus filhos
Sim, já que somando todos os descontos inventados por nossos ilustríssimos governantes, o que me sobra de salário (se é que isso pode ser chamado de salário) é uma quantia inferior à que recebia como estagiário.
Quando trabalhava como estagiário recebia 512 pila, mais 50 passagens e almoço "di grátis". Poderíamos somar isso tudo e chegaríamos a uns 700 pila. Hoje recebo 600 reais, trabalho muito mais, todos os dias e não recebo passagens, muito menos almoço.
E o que é pior, hoje possuo superior completo e ganho menos que um gari da prefeitura (não estou desmerecendo a profissão dos garis)! O que esses quatro anos de faculdade me trouxeram de banefício? Não posso dizer que me trouxeram nada, já que ao menos tenho direito à cela especial na cadeia. Grande consolo, porque com esse salário só mesmo roubando para sobreviver.
Moral da história: não há nada que esteja ruim que não possa piorar!
Conte isso a seus filhos
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
O perigo da escola
Ainda era guri novo, aproximadamente com uns 8 ou 10 anos de idade. Andava bem serelepe pela escola, feliz que nem gordo de camiseta.
Minha professora da terceira série era meio do mal comigo. Nunca soube o motivo de tamanha discriminação!
Isso não vem ao caso no momento, mas sim o trágico episódio que irei relatar.
Numa manhã chuvosa, meus colegas haviam preparado apresentações culturais para a turma e eu, como nunca sabia de nada, não havia preparado nada. Fui apenas espectador das supostas "experimentações artísticas". Minha professora tinha orgasmos múltiplos ao presenciar tamanha desenvoltura artística de meus amados colegas de classe.
Lá pelas tantas, uma grupo de meninas (as queridinhas da bruxa do 71), resolveram, após o término da apresentação, jogar balas para a platéia. Eu parecia um polvo recolhendo tantas balas de iogurte, tão docinhas e macias. Ao longe visualizei uma bala solitária que havia se escondido do olhar guloso de meus colegas. Corri imaginando a doce maciez da bala de iogurte derretendo em minha boca. Corri e me joguei ao chão para deslizar suavemente até a bala perdida.
No meio do caminho havia um pé. Um pé asqueroso e extremamente pesado. Um pé maligno! Com um pouco de dor e um pouco constrangido com a situação, olhei para cima e notei um olhar maquiavélico, o olhar fulminante e vingativo de minha amada professora. Ela com gestos meticulosos, abaixou-se lentamente para alcançar a deliciosa-bala-de-iogurte-de-morango. Levantou com um sorriso cínico no canto dos lábios. Abriu a bala com habilidade profissional. Jogou o papel sobre meus olhos amedrontados. Colocou a bala na boca e só, então, tirou aqueles pés enormes de cima de minha mão pequenina.
Minha mão latejava. Meus olhos lacrimejavam. Maldita velha devoradora de balas. Depois de me livrar das amarras daqueles pés opressivos voltei para meu interior e decidi agir agressivamente: sentei-me só num canto para degustar as pequenas balas de iogurte.
A maciez rosada e saborosa daquelas balas permitiram-me esquecer da dor e rir daquela inquietante experiência.
Até hoje conto essa e outras histórias trágicas durante encontros etílicos com meus amigos dos tempos da escola. Essa professora nunca mais a vi, mas espero de coração que os açúcares daquelas balas de iogurte lhe tenham entupido as artérias.
Minha professora da terceira série era meio do mal comigo. Nunca soube o motivo de tamanha discriminação!
Isso não vem ao caso no momento, mas sim o trágico episódio que irei relatar.
Numa manhã chuvosa, meus colegas haviam preparado apresentações culturais para a turma e eu, como nunca sabia de nada, não havia preparado nada. Fui apenas espectador das supostas "experimentações artísticas". Minha professora tinha orgasmos múltiplos ao presenciar tamanha desenvoltura artística de meus amados colegas de classe.
Lá pelas tantas, uma grupo de meninas (as queridinhas da bruxa do 71), resolveram, após o término da apresentação, jogar balas para a platéia. Eu parecia um polvo recolhendo tantas balas de iogurte, tão docinhas e macias. Ao longe visualizei uma bala solitária que havia se escondido do olhar guloso de meus colegas. Corri imaginando a doce maciez da bala de iogurte derretendo em minha boca. Corri e me joguei ao chão para deslizar suavemente até a bala perdida.
No meio do caminho havia um pé. Um pé asqueroso e extremamente pesado. Um pé maligno! Com um pouco de dor e um pouco constrangido com a situação, olhei para cima e notei um olhar maquiavélico, o olhar fulminante e vingativo de minha amada professora. Ela com gestos meticulosos, abaixou-se lentamente para alcançar a deliciosa-bala-de-iogurte-de-morango. Levantou com um sorriso cínico no canto dos lábios. Abriu a bala com habilidade profissional. Jogou o papel sobre meus olhos amedrontados. Colocou a bala na boca e só, então, tirou aqueles pés enormes de cima de minha mão pequenina.
Minha mão latejava. Meus olhos lacrimejavam. Maldita velha devoradora de balas. Depois de me livrar das amarras daqueles pés opressivos voltei para meu interior e decidi agir agressivamente: sentei-me só num canto para degustar as pequenas balas de iogurte.
A maciez rosada e saborosa daquelas balas permitiram-me esquecer da dor e rir daquela inquietante experiência.
Até hoje conto essa e outras histórias trágicas durante encontros etílicos com meus amigos dos tempos da escola. Essa professora nunca mais a vi, mas espero de coração que os açúcares daquelas balas de iogurte lhe tenham entupido as artérias.
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
O ar condicionado da salvação
Santa Maria é uma cidade incrivelmente quente, porém o pior não é o calor, mas o "abafamento", como costumamos brincar por aqui. Não corre vento nesta cidade. As árvores não balançam, é uma agonia.
Quem experimenta um verão de Santa Maria logo acredita que o inverno deve ser moleza. Ledo engano. Santa Maria é a cidade mais fria do Conesul! Essa cidade consegue variar tanto a temperatura quanto um ar condicionado. E este é o tema de hoje: o ar condicionado da salvação.
Bem, como sou um estagiário de muita sorte possuo uma sala sem janelas, mas... com um ar condicionado!! Há um porém (como em todos textos tristes), ele, meu ar condicionado, só funciona durante a manhã. À tarde esqueça. Durante a tarde faz um calor aqui que enlouqueceria até os aborígenes australianos e a falta de janelas e por conseqüência, de vento, faz com que essa sala pareça um inverno, ops, inferno (sempre tive problemas com "efes e vês", na escola as professoras riam de mim. Num futuro próximo partilharei minhas trágicas experiências com professores com vocês). Mas há uma boa notícia, pelo menos a sauna é grátis.
Bem, este ar condicionado poderia ser minha salvação durante as férias do resto do mundo, mas não, este será a minha perdição.
Quem experimenta um verão de Santa Maria logo acredita que o inverno deve ser moleza. Ledo engano. Santa Maria é a cidade mais fria do Conesul! Essa cidade consegue variar tanto a temperatura quanto um ar condicionado. E este é o tema de hoje: o ar condicionado da salvação.
Bem, como sou um estagiário de muita sorte possuo uma sala sem janelas, mas... com um ar condicionado!! Há um porém (como em todos textos tristes), ele, meu ar condicionado, só funciona durante a manhã. À tarde esqueça. Durante a tarde faz um calor aqui que enlouqueceria até os aborígenes australianos e a falta de janelas e por conseqüência, de vento, faz com que essa sala pareça um inverno, ops, inferno (sempre tive problemas com "efes e vês", na escola as professoras riam de mim. Num futuro próximo partilharei minhas trágicas experiências com professores com vocês). Mas há uma boa notícia, pelo menos a sauna é grátis.
Bem, este ar condicionado poderia ser minha salvação durante as férias do resto do mundo, mas não, este será a minha perdição.
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