terça-feira, 13 de abril de 2010

Uma vida distante

Nas distantes cidades em que morei há um mar de amigos que não mais encontrei. Muitos ganharam o mundo, o país; outros sumiram como se nunca houvessem existido.

Nas distantes cidades em que vivi, amigos e lembranças se tornaram distância. As promessas de reencontros se dissiparam com a pressa do tempo. Sou a legião que se perdeu entre os passos lentos do passado e a insistente pressa do presente.

Nas distantes cidades em que residi, ficou um pouco da vida que perdi. Nas distantes lembranças que se perderam deixei um pouco do sorriso que esqueci. As distantes lembranças tornaram-se consoladoras demais para serem esquecidas.

As evoluções em transporte e comunicação fizeram do mundo um lugar pequeno, imenso demais para reencontros e coincidências.

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